Justiça contra Juros de Empréstimo Pessoal
O empréstimo pessoal sem consignação está entre as linhas de juros mais altos, abaixo apenas do cartão de crédito e do cheque especial, segundo as taxas que o Banco Central divulga. Não existe um teto fixo de juros para os bancos, mas a taxa não pode ser abusiva: quando fica muito acima da média do mercado para a mesma modalidade e época, a Justiça pode reduzi-la. A comparação é feita com a taxa média do mês em que o contrato foi assinado.
O que a Justiça já decidiu
Alguns entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pesam na revisão:
- Súmula 297 do STJ: o Código de Defesa do Consumidor vale para os bancos. Isso permite discutir cláusulas que coloquem o cliente em desvantagem exagerada, mas a abusividade precisa ser pedida e demonstrada.
- Tema 972 do STJ: Proibição da venda casada de seguros embutidos no valor financiado sem a sua livre escolha.
- Juros Acima da Média: Se o seu empréstimo pessoal possui taxas muito superiores à média do Banco Central, a justiça pode determinar a redução.
A revisão de juros é um caminho legítimo para quem se sente sufocado por parcelas intermináveis que parecem nunca abater o saldo devedor original.